Como sou professora das séries iniciais acredito que a expressão infantil tem uma forma específica de ler o mundo, de relacionar-se com ele e recriá-lo. As crianças expressam essa leitura, na vivência do corpo em movimento, nas experiências rítmicas, gestuais e sonoras. A linguagem musical, conforme já estudamos, está presente antes mesmo do nascimento. O bebê já está em contato com a música, através das batidas do coração de sua mãe, sendo que mais tarde, este contato se amplia através das canções entoadas para brincar, tranquilizar ou adormecer. Através da exploração de objetos, a criança descobre que é capaz de produzir novos sons, agindo sobre os mesmos, no sentido de repetir o efeito alcançado, prendendo sua atenção por um longo tempo. Observa-se muito isto em bebês. Penso que o papel do professor é estimular a criança a fazer suas próprias pesquisas e descobertas sonoras, explorando sons do próprio corpo, materais que produzam sons variados e instrumentos musicais, adequando a proposta de trabalho as necessidades e possibilidades de cada um. Muitas vezes procuro, na narração de histórias, envolver o grupo no contexto da imaginação e fantasia e que ao mesmo tempo explore diferentes qualidades do som, como altura, duração, intensidade, andamento. Em minha prática diária percebo claramente a influência que a música exerce sobre as crianças, isto me leva então a um trabalho onde os alunos possam ouvir, perceber, descobrir, imitar, repetir e criar novos sons, bem como estar em contato com diferentes estilos musicais e em diferentes línguas também. Em nosso projeto sobre as etnias , fomos sorteados para trabalhar a etnia Alemã e após pesquisarmos algumas das manifestações deste povo, apresentei a música, desta etnia, que é muito alegre e que se utiliza de vários instrumentos . Foi uma festa! Visto que a região é de colonização alemã e com certeza o ritmo esteja gravado na memória musical dos alunos. Gostaria de deixar registrado, neste espaço também, que não possuo autorizaçao do Município em que trabalho para realizar práticas escolares, tirar fotografias sem antes pedir autorização da secretaria de educação, que também não faz questão que isto ocorra dentro do horário de trabalho o que eu considero um abuso de autoridade, falta de incentivo a formação profissional e mais não posso falar pois se eles me descobrem...
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
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